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Resgate da tradição oral MORAES, F. O. Resgate da Tradição Oral. In: III Seminário de Psicopedagogia "Educar e Cuidar", 2006, Vitória-ES. III Seminário de Psicopedagogia "Educar e Cuidar". Vitória : Saberes, 2006. O que representam os últimos quinhentos anos para a narração na história da humanidade? Se considerarmos que o ato de narrar é algo inerente às sociedades há dezenas de milhares de anos, podemos dizer que as mudanças que esta prática vem sofrendo na sociedade ocidental nos últimos quinhentos anos, e de forma ainda mais avassaladora no último século, correspondem a uma transformação brusca e recente da capacidade do homem de transmitir as suas tradições às novas gerações. Walter Benjamin traça em seu livro O Narrador uma visão panorâmica da narração na sociedade ocidental, desde o fim da idade média até os tempos atuais. Segundo Benjamin, [...] a arte de narrar caminha para o fim. Torna-se cada vez mais raro o encontro com pessoas que sabem narrar alguma coisa direito. É cada vez mais freqüente espalhar-se em volta o embaraço quando se anuncia o desejo de ouvir uma história. É como se uma faculdade, que nos parecia inalienável, a mais garantida entre todas as coisas seguras, nos fosse retirada. Ou seja: a de trocar experiências. (Benjamin, 1979: 57). Até a Idade Média era comum encontrar dois tipos arcaicos de narradores anônimos: os nômades e os sedentários. No primeiro grupo encontramos os viajantes, os marinheiros mercantes, os trovadores errantes e os menestréis, que traziam histórias das terras distantes. “Quando alguém faz uma viagem, então tem alguma coisa para contar, diz a voz do povo” (Benjamin, 1979: 58). Por outro lado encontramos os lavradores sedentários que, vivendo do seu trabalho, conhecem as histórias e tradições da sua terra. Na Idade Média surge um novo tipo, que corresponde à fusão dos grupos acima citados. Esse tipo é corporificado nos artesãos. Nas oficinas, o mestre sedentário trabalhava junto com os aprendizes volantes, e todo mestre, antes de se estabelecer numa terra, havia sido aprendiz volante. Nesse tipo de narrador, unia-se o conhecimento de terras distantes e o conhecimento das tradições locais. O romance entra em cena Benjamin considera o advento do romance no início da Idade Moderna como primeiro indício do processo decadente da narrativa. O romance depende essencialmente do livro, e o que o distingue da narrativa é o fato dele não derivar da tradição oral nem desaguar nela. O estabelecimento da nação moderna, da moeda nacional, dos burgos (cidades) e do capitalismo como sistema econômico emergente trouxe, dentre as tantas mudanças na vida das pessoas, uma divisão em funções cada vez mais específicas. Entre os aldeões, na Idade Média, as funções eram semelhantes a ponto de o agricultor conhecer o ofício do pastor, e de ambos conviverem de perto com o ferreiro e o ourives. Era possível, numa aldeia medieval, reunirem-se com freqüência todos os moradores para uma prosa debaixo do carvalho depois do pôr do sol. Nessas conversas, eram as histórias que traziam no bojo os conselhos dos mais velhos e as tradições locais. Agora imagine o seu vizinho convidando todos os moradores da sua cidade: – Vamos, hoje, depois do pôr do sol, nos reunir para uma conversa, um bate papo! – Difícil reunir todos num mesmo horário, não? Imagine então o seu bairro inteiro reunido para uma prosa de fim de tarde. Continua difícil? Que tal a sua rua? Quem sabe o condomínio? Talvez os moradores da sua casa? A especificidade de funções e afazeres de nosso tempo dificultaria qualquer intenção neste sentido. A modernidade nos trouxe, com a cidade e a divisão territorial urbana, a unidade habitacional do nosso quarto, espaço que solidifica o conceito de individualidade. Da nova divisão do trabalho herdamos funções tão específicas e diferentes entre si como as de operador de forno de alta pressão, mestre em estudos literários, auxiliar de produção de automotores, e outras incontáveis funções e atribuições cada vez mais distintas entre si. As dificuldades e problemas passam a ser sentidos como específicos. Uma professora pode dizer a um gerente de banco: - Você não imagina o trabalho que eu tenho corrigindo tantas provas, preparando aulas e aturando os alunos. – O gerente pode retrucar: - O meu é muitas vezes pior. Você sabe o que é lidar com um cliente insatisfeito? E essa tal clonagem de cartão? É uma dor de cabeça atrás da outra. – Os ossos dos tantos ofícios são percebidos como individuais e, em princípio, ninguém pode imaginar ou compreender o tamanho do fardo que eu carrego. É como se a minha dor fosse sempre a maior. Benjamin compara o narrador tradicional ao romancista moderno, conceituando narrador como aquele que aconselha e usa a matéria da vida vivida para transmitir experiências, despertar sabedoria. O narrador colhe o que narra na experiência, própria ou relatada. E transforma isso outra vez em experiência dos que ouvem sua história. O romancista segregou-se. O local de nascimento do romance é o indivíduo na sua solidão, que já não consegue exprimir-se exemplarmente sobre os seus interesses fundamentais, pois ele mesmo está desorientado e não sabe mais aconselhar. (Benjamin, 1979: 60). A era da informação Se a consolidação das nações e da burguesia forneceu os elementos necessários ao florescimento do romance, existente desde a Antigüidade, o domínio burguês e o cientificismo emergente favoreceram o surgimento da imprensa como forma de comunicação e instrumento fundamental para o capitalismo. A burguesia encontra na imprensa uma maneira eficaz de expressar-se através da publicação dos romances e comunicar-se através da emissão de textos informativos. E é a informação quem ameaça a narrativa de forma ainda mais brusca que o romance. O que mais atrai a audiência, agora, já não é a notícia que vem de longe, mas a informação que oferece um ponto de apoio para o que é mais próximo. A notícia que vinha da distância – fosse ela a distância espacial de terras estranhas ou a temporal da tradição – dispunha de uma autoridade que lhe conferia validade, mesmo nos casos onde não era submetida a controle. A informação, porém, coloca a exigência de pronta verificabilidade. O que nela adquire primazia é o fato de ser "inteligível por si mesma”. Freqüentemente ela não é mais exata do que fora a notícia de séculos precedentes. Mas ao passo que esta gostava de recorrer ao milagre, é indispensável à informação que soe plausível. Se a arte de narrar rareou, então a difusão da informação teve nesse acontecimento uma participação decisiva. (Benjamin, 1979: 61). Os informativos nos chegam às mãos logo no início do dia, trazendo notícias frescas em fatos carregados de explicações respaldadas cientificamente, mas carentes das experiências e conselhos comuns à narrativa. A informação tem o seu valor enquanto é nova. Basta verificar este fato na quantidade de informativos diários, semanais e mensais que são lidos e logo depois dispensados. O jornal da semana anterior é considerado velho no âmbito da busca pela informação. Hoje as coisas se tornam cada vez mais rapidamente descartáveis. O avanço tecnológico traz em seu imediatismo modelos de aparelhos e máquinas que tornam obsoletos os seus antecessores em poucos anos. Um guarda-roupa, por exemplo, comprado há quinze anos, já está velho. Uma máquina de lavar com dez anos está bem velha. Um celular de cinco anos é chamado de tijolo. Penso nos relógios de bolso e canetas que passavam de geração para geração ainda em condições de uso e imagino o que o meu bisneto faria se recebesse de herança o meu celular. Isso sem dizer da informação, que também caduca. Diploma de dez anos atrás, que não venha anexado aos cursos de atualização ou de alguma pós, corre o risco de amarelecer coberto por teias e outros pós. No mercado de trabalho valoriza-se quem detém um maior número de informações atualizadas em detrimento de quem possui experiência. A forma de vida nascente dentro dessa sociedade tecnocrata é refletida nos contatos e contratos humanos, que passam a ser vistos também como descartáveis e substituíveis. Se a informação tem prazo de validade cada vez menor, a narrativa, por outro lado, não se exaure, ela mantém sua força e sua sabedoria mesmo passados anos, séculos ou milênios. “Assemelha-se aos grãos de semente que, durante milênios hermeticamente fechados nas câmaras das pirâmides, conservaram até hoje sua força de germinação” (Benjamin, 1979: 62). Hoje se diz com freqüência: se conselho fosse bom ninguém dava, vendia. Benjamin afirma que a narrativa verdadeira [...] carrega consigo a sua utilidade ora numa lição de moral, ora numa indicação prática, ora num ditado ou norma de vida – em qualquer caso o narrador é um homem que dá conselhos ao ouvinte. Mas se hoje “dar conselhos” começa a soar nos ouvidos como algo fora de moda, a culpa é da circunstância de estar diminuindo a imediatez da experiência. Por causa disso não sabemos dar conselhos nem a nós, nem aos outros. O conselho é de fato menos resposta a uma pergunta do que uma proposta que diz respeito à continuidade de uma história que se desenvolve agora. Para recebê-lo seria necessário, primeiro de tudo, saber narrá-la. (Sem levar em conta que uma pessoa só se abre a um conselho na medida em que verbaliza a sua situação.) O conselho entretecido na matéria da vida vivida, é sabedoria. A arte de narrar tende para o fim porque o lado épico da verdade, a sabedoria, está agonizando. Mas este é um processo que vem de longe. Nada seria mais tolo do que querer vislumbrar nele apenas um “fenômeno da decadência” – muito menos ainda “moderno”. Ele é antes uma manifestação secundária de forças produtivas históricas seculares que aos poucos afastou a narrativa do âmbito do discurso vivo, ao mesmo tempo em que tornava palpável uma nova beleza naquilo que desaparecia. (Benjamin, 1979: 59). O distanciamento da morte na sociedade ocidental Outro tema abordado por Benjamin que está diretamente ligado à decadência da arte da narrativa é a atrofia da idéia de eternidade que culmina, em nosso tempo, com o distanciamento que, cada vez mais, buscamos da morte. Aldous Huxley ilustra esta tendência em sua obra Admirável Mundo Novo. No Mundo Novo de Huxley os cidadãos não convivem com a morte. A juventude é mantida estável com o uso de fármacos que retardam a velhice. Por volta dos sessenta anos de idade o indivíduo sofre um envelhecimento acelerado, antes disso, porém, ele é isolado da convivência social e depositado em um hospital onde morre sob efeito de sedativos para em seguida ser cremado. Essa prática é comum e aceita pelos cidadãos previamente educados para essa forma de vida. Na nossa sociedade, a ausência da morte nos círculos familiares, efetivada através de ritos higiênicos e sociais, privados e públicos, priva as pessoas da experiência de serem acompanhadas, no momento de sua morte, por aqueles que lhe são mais próximos. Os hospitais e asilos atestam esta realidade. Quando se aproximam do momento da morte, os cidadãos são isolados e deixados por seus herdeiros em lugares especializados no encaminhamento burocrático da morte. O prolongamento da vida através de sedativos, tubos e máquinas substitui o acompanhamento do moribundo pelos seus familiares e amigos. Morrer, fora outrora um processo público e altamente exemplar (pense-se nas imagens da Idade Média, nas quais o leito de morte se metamorfoseava num trono, de encontro ao qual, através das portas escancaradas da casa mortuária o povo ia-se apinhando). Morrer, durante a Era Moderna, é cada vez mais repelido do mundo perceptível dos vivos. Antigamente não havia uma casa, quase nem um quarto, em que alguém já não tivesse morrido. (Benjamin, 1979: 64). Esse afastamento da morte traz consigo a desvalorização do processo de envelhecimento humano. O contador de histórias Horácio Santos, o Lalo, nos conta que em sua terra natal, o arquipélago africano de Cabo Verde, os mais moços costumam se reunir para escutar histórias dos homens e mulheres que, por terem nascido a mais tempo e transmitirem tradições e experiências no seu repertório, não são chamados de velhos e velhas, e sim de Homens Grandes e Mulheres Grandes. Acontece que hoje, nem sempre nos permitimos apreciar o tanto de conselhos que o tempo descansa nas histórias das Mulheres e Homens Grandes. Outra herança desse nosso distanciamento da morte é um afastamento cada vez maior da experiência, da sabedoria. No entanto não é só o saber ou a sabedoria do homem, mas acima de tudo sua vida vivida – a matéria de onde surgem as histórias – que assume forma transmissível primeiro naquele que morre. Da mesma maneira como no íntimo do homem entra em movimento, com o correr da vida, uma seqüência de imagens – que consiste nos pontos de vista da própria pessoa, entre os quais sem se aperceber ele encontra a si mesmo – aos seus gestos e olhares incorpora-se de repente o inesquecível e transmite, a tudo que lhe disse respeito, a autoridade de que até o mais miserável pé-de-chinelo dispõe diante dos vivos, na hora de morrer. Esta autoridade está na origem da narrativa. (Benjamin, 1979: 64). Século XX: Mudanças aceleradas No século passado experimentamos com ainda mais intensidade, tanto a desvalorização do processo de morte quanto da arte de narrar. Podemos observar, através de uma breve retrospectiva, numa das tantas histórias passadas no Rio de Janeiro, o quanto perdemos nesse sentido: -1903. Um homem retorna de seu trabalho por uma rua calçada com pedras. Passa por cavaleiros, carroças, pessoas caminhando, cumprimenta quase todas as pessoas que encontra em seu caminho e chega à rua onde mora. Um acendedor de lampiões traz luz à via escura. Um bebê lança ao ar seu primeiro choro estridente, nascido de parteira na casa vizinha, em pleno Rio de Janeiro. O homem chega à sua casa, abre a imensa porta com uma chave enorme. As paredes são grossas e em casa, com o lampião e duas lamparinas acesas ele, mais tarde, conversa com os familiares numa longa mesa de jantar. Nela eles trocam histórias do dia, da vizinhança, da vida. Todos se reúnem, trocam olhares e compartilham suas vozes. -1937. Aquele bebê, nascido de parteira em 1903, conta agora 34 primaveras. Ele volta de bonde do seu trabalho, cumprimenta grande parte dos passageiros, seus conhecidos, o motorneiro e o cobrador. Chega próximo de sua casa, desembarca e caminha pela via iluminada por lâmpadas elétricas. Vê carros, cavalos, carroças e pedestres em seu caminho e conhece grande parte das pessoas que encontra. Abre a comprida porta do seu sobrado com uma chave ainda grande (aquelas do tempo em que ainda dava pra ver pelo buraquinho da fechadura). Em casa, sua família se reúne no começo da noite na sala de jantar. O rádio é a atração principal. Todos, juntos, escutam as histórias contadas pela caixa enorme que transforma ondas eletromagnéticas em ondas sonoras, transmitindo músicas, jogos de futebol, informações, histórias e romances. Nas radionovelas os ouvintes imprimem, ainda, sua imaginação. A partir do som gerado por cascas de coco, cada um imagina um cavalo diferente. O rosto da mocinha e a cara do coronel são uma criação mental pessoal. Todos ainda se reúnem e trocam olhares, embora durante a história já não compartilhem suas vozes. -1969. O bebê nascido de parteira na cidade do Rio agora é avô com os seus 66 anos de idade, e mora num apartamento, no oitavo andar de um prédio com elevador de porta pantográfica. Seu neto mais velho retorna da sua escola no ônibus que trafega pelo asfalto da cidade, mas raramente o jovem encontra algum conhecido dentro do coletivo. Ele chega em sua rua e cumprimenta poucas pessoas. No seu prédio os vizinhos são seus conhecidos. Toma o elevador, chega à porta do apartamento e a abre com uma chave menor e fina, daquelas que ainda usamos hoje em dia e que já não dá mais pra ver do outro lado da porta pela fechadura. Cumprimenta seus pais, seu avô e juntos jantam. Depois do jantar todos se sentam na poltrona da sala para assistirem aos programas no televisor preto e branco, uma caixa enorme com luzes acesas lá dentro (as antigas válvulas) e com um anteparo azul ou tricolor na frente da tela. Agora as histórias exibidas através das telenovelas já não favorecem a ação de criar as imagens mentais: a imaginação. As imagens vêm prontas. No entanto todos ainda se reúnem. Mas durante a história já não trocam olhares e nem compartilham suas vozes. -2003. O bisneto daquele bebê nascido de parteira em 1903 retorna à sua casa de metrô. Não encontra sequer um conhecido seu. Desce na estação onde é quase que levado pela multidão, do vagão até a escada rolante. Chega á superfície e naquele estardalhaço de buzinas, sirenes e anúncios ambulantes não conhece absolutamente ninguém. Atravessa com um grupo enorme de pessoas pela faixa, enquanto os motoristas, nos seus carros parados, esperam, apressados, que se acenda a luz verde do sinal. Dobra algumas esquinas entre os prédios altos e o forte cheiro da cidade e chega ao prédio onde mora. Entra sem cumprimentar um dos porteiros, toma o elevador junto a tantos moradores vizinhos desconhecidos, permanece no elevador em silêncio, mirando o infinito, chega ao décimo sétimo andar e caminha pelo longo corredor até o apartamento onde mora, um dos dezesseis apartamentos daquele andar. Abre as três chaves da porta, uma delas de quatro segredos, entra, se tranca e vai até o seu quarto. Joga as coisas na cama e liga o seu computador. Acessa a internet, lê, escuta e assiste às tantas histórias que chegam diariamente no seu correio eletrônico. Entra então num programa de conversa à distância onde encontra seu amigo que mora no mesmo apartamento que o seu. Já não se reúnem corporalmente, não trocam olhares diretamente, nem compartilham suas vozes pessoalmente. Os dois, em quartos vizinhos, combinam, através da máquina, de pedir uma pizza. Enfim se encontram na sala do pequeno apartamento. Enquanto isso, aquele bebê, nascido de parteira no que hoje chamamos metrópole, está vivo, em 2003, tendo completado um século de vida, talvez num hospital, no quarto da casa de algum parente ou num abrigo para idosos, quiçá contando para quem queira escutar, em sua voz pausada, fragmentos preciosos de um século de histórias. Trazendo à tona o narrador no milênio que se inicia Compreendemos como necessário o resgate dos contos tradicionais e da figura do narrador a partir da abordagem de aspectos histórico-sociais que nos possibilitem compreender o quanto esses recentes avanços tecnológicos na nossa sociedade ocidental (sobretudo o largo acesso ao rádio, à TV e ao computador, respeitando o seu valor enquanto preciosas ferramentas, que podem ser utilizadas em prol dos seres) têm nos afastado da prática de narrar e da valorização das tradições como fonte viva e renovada da sabedoria coletiva. Reconhecendo as nossas condições na existência humana presente, como modernos e ocidentais, podemos, por fim, buscar nos contos e na prática da narração e da escuta uma possibilidade de conciliação tradição-modernidade, e assim nos aproximarmos do caminho do meio. Fontes bibliográficas: BENJAMIN, Walter – O narrador, in: Os pensadores; São Paulo: Abril Cultural, 1979. HUXLEY, Aldous – Admirável Mundo Novo; São Paulo: Círculo do Livro. Outros escritos: lista completa dos escritos |
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